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segunda-feira, 22 de junho de 2015

domingo, 21 de junho de 2015

#6 Dica literária

"Morangos Mofados" Caio Fernando Abreu
O livro traz uma série de contos independentes, mas que de certa se interligam no decorrer das páginas. A escrita dramática e sentimental de Caio te fazem querer mergulhar nas páginas de Morangos Mofados e te fazem sentir o que cada personagem sente, com a descrição fantástica que o autor faz dos momentos. O livro é dividido em duas partes 'O mofo' e 'Os morangos', e no final o último conto, denominado 'Morangos Mofados'. Uma leitura deliciosa e cheia de momentos que lhe tiram o fôlego, quem diria que Morangos Mofados ainda nos deixaria com água na boca.




"Sapato Florido" Mário Quintana
Publicado em 1948, a obra traz um conjunto de prosas poéticas, textos cheios de uma ironia sutil, característica de Quintana na escrita. O poeta traz elementos cotidianos para sua poesia, e transforma cada coisa miúda em algo grandioso. Um livro que encanta.








"A Garota que Você Deixou para Trás" Jojo Moyes
A história vai e volta no tempo, e se desencadeia por um quadro pintado por Édouard Lefèvre para sua esposa, durante a primeira Guerra Mundial, o pintor é obrigado a se separar de sua família para ir lutar no front pelo país, sua esposa é obrigada a se submeter aos caprichos dos soldados inimigos quando a cidade em que vivem é invadida pelos alemães. O quadro então passa pela segunda Guerra Mundial, e por fim o quadro está nos anos 2000 na casa da viúva Liv Halston. Uma série de acontecimentos se sucedem para o desfecho da história. Um livro para arrancar lágrimas e sorrisos.




Por: Ana Carolina Abreu

quarta-feira, 17 de junho de 2015

#11 Resenha Literária: Laranja Mecânica

Título: Laranja Mecância
Autor: Anthony Burgess
Numero de páginas: 199 paginas
Gênero: Ficção
Edição: 15ª
Editora: Aleph

Um clássico da literatura - e também do cinema, com a sua adaptação de Stanley Kubrick - compõe a chamada trindade distópica, juntamente com 1984 de George Orwel e Admirével Mundo Novo de Aldous Huxley. A história é situada em um futuro próximo onde a violência juvenil domina a sociedade. O protagonista, que é também o narrador da história, Alex DeLarge é um adolescente considerado sociopata, fã de música clássica, ele lidera uma gangue composta por ele e outros adolescentes, e eles seguem pelas ruas de Londres cometendo atos de violência variados. Até que Alex é detido e passa por um experimento científico denominado tratamento Ludovico. A partir daí uma série de acontecimentos se seguem e vão dando a história novos rumos, para concretizar um final surpreendente e filosófico.
O livro publicado em 1962 tem como inspiração um fato real na vida do escritor. A leitura do livro é dificultada por uma técnica de Burgess, ele criou uma linguagem, denominada de gíria Nadsat para compor a fala dos personagens, o vocabulário é derivado da mistura do inglês com russo. A obra traz uma abordagem filosófica para a questão da violência, principalmente aquela cometida por adolescentes, o autor em vários momentos traz críticas a forma que essa questão é tratada na sociedade. 
A escrita de Burgess é impressionante, reflexiva e libertadora. Uma trama cheia de reviravoltas surpreendentes e que te levam a um questionamento intenso sobre os problemas expostos, estamos nós tão distantes assim da sociedade apocalíptica que o autor sugere? Até que ponto as formas de combate e punição dos crimes seguem a ética? Uma leitura enriquecedora repleta de críticas à organização social e aos costumes da humanidade.

Por: Ana Carolina Abreu

sábado, 6 de junho de 2015

#1 No mundo dos livros

Olá, pessoal.

Nesse post eu vou mostrar um pouco da influência da música na literatura. Há vários exemplos de livros que têm em suas histórias referências musicais, escolhi dois livros em especial para analisar, que são Os Famosos e os Duendes da Morte de Ismael Caneppele, livro que já até fiz uma resenha aqui no blog, e As Vantagens de ser Invisível de  Stephen Chbosky. Ao longo de ambos os livros são citadas músicas que remetem a situação emocional das personagens. 

No livro As Vantagens de ser Invisível há muita referência de bandas de rock alternativo, com músicas melancólicas, e se, assim como eu, o leitor tiver o costume de ler enquanto escuta música, recomendo que escute as músicas que autor cita, elas ajudam a complementar a história, te fazem se sentir como o personagem, entrar mais fundo na história. Vou deixar a lista de algumas das músicas citadas ao longo do livro, vale a pena conferir.

 
  * Asleep - The Smiths
  * Smeels Like Teen Spirit - Nirvana
  * Dear Prudence - Beatles
  * Daydream - Smashing Pumpkins
  * Dusk - Gênesis
  * Gipsy - Suzanne Vega
  * Vapour Trail - Ride
  * MLK - U2
  * Blackbird - Beatles

O livro já foi adaptado para o cinema e a trilha sonora ainda traz algumas faixas que não são citadas no livro, como:

  * Heroes - David Bowie
  * Could It Be Another Change - The Sample
  * Templation - New Order



Em Os Famosos e os Duendes da Morte há grande influência da obra de Bob Dylan, o personagem nutre uma identificação com o cantor e sua obra, a música melancólica e forte de Dylan está sempre presente nas páginas do livros. Há momentos no livro em que o amor pela música do cantor influenciam diretamente no destino do personagem, não direi como para não atrapalhar a leitura de quem pretende ler o livro (e recomendo que leiam). 

* Mr, Tambourine Man - Bob Dylan
* American Pie - Bob Dylan
* Don't Think Twice, It's All Right - Bob Dylan

Outra coisa interessante em Os Famosos e os Duendes da Morte é a citação de links de vídeo durante o livro, os vídeos que aparecem são de cenas que ilustram um pouco do que o autor quer passar, essa técnica inovadora na literatura consegue dar ainda mais interatividade para quem está lendo o livro. 



Por: Ana Carolina Abreu

segunda-feira, 1 de junho de 2015

#6 Resenha literária: Morte Súbita

Título : Morte Súbita
 Autora : J.K. Rowling
 Numero de páginas : 512 paginas
 Gênero : Drama
 Edição : 1ª edição 
 Editora : Nova Fronteira

A história se inicia com a morte de Barry Fairbrother, a trama é passada em Pagford, uma vila fictícia na Inglaterra. Fairbrother era membro importante do concelho do lugar, além de habitante querido e respeitado por grande parte da população. Com sua morte passa a existir uma cadeira vaga no concelho, e logo é gerada uma guerra de interesses, Barry era defensor de causas sociais no vilarejo, e com isso adquiriu muitos desafetos por membros que defendiam ideias contrárias as dele.  Com a eleição surgem conflitos por toda cidade, desde conflitos de cunho político, tensão entre os membros do concelho, até conflitos familiares, segredos obscuros são revelados, fazendo com que a cidade seja revirada. A narrativa se segue cheia de momentos dramáticos e altos e baixos que dão um clima de suspense eletrizante, para no fim a trama se encerrar de uma maneira chocante e de emocionar, um fim trágico e reflexivo.
O livro te prende da primeira a última página, cada personagem, com suas peculiaridades e defeitos escancarados, te fazem refletir no que faria se estivesse naquela situação. As situações tratadas pela autora não fogem da realidade, a literatura floreia, mas são temas cotidianos, rivalidade política, busca incansável por poder e status social, relações desgastadas, traições, adolescentes revoltados e deprimidos, uso de drogas e tantos outros tópicos que permeiam nossa rotina. 
Uma escrita madura e atual, linguagem de fácil compreensão. O desfecho da história te leva a uma reflexão melancólica do que realmente tem relevância em nossas vidas, cada detalhe é arrematado de maneira brilhante, sem deixar pontos sem explicação. Um final inesquecível, cheio de surpresas de tirar o fôlego, a cada página virada uma nova descoberta arrebatadora.

"Escolher é algo perigoso: quando escolhemos, temos que abrir mão de todas as outras possibilidades."

Por: Ana Carolina Abreu

quinta-feira, 28 de maio de 2015

#5 Entrevista sobre o mundo literário

Nome: Letícia Rodrigues Idade: 18 anos

Quando a leitura se tornou um hobbie para você ? 
Aos treze anos começou a ser algo divertido. Antes disso li alguns livros por obrigação, para fazer trabalhos de escola e etc.

Você lembra qual foi o primeiro livro que você leu na vida ? 
Primeiro livro foi os contos de Grim dos irmãos Grim.

Em media quantos livros já foram lidos por você ? 
Que eu me lembre uns 55. Me apaixonei por vários.

Na maioria das vezes lemos livros e fazemos deles “o queridinho”. Você tem algum livro que é apaixonado? 
Um que posso citar é o "Pimentas" do Ruben Alves.

As sagas hoje em dia estão em alta. Você já viciou em alguma? Se sim, qual? 
Um que posso citar é o "Pimentas" do Ruben Alves. Bruxos e Bruxas que ja li, e Divergente que estou lendo no momento.

Você é aquele colecionador de livros ou prefere pegar emprestado com pessoas, bibliotecas ou outros meios? 
Pego bastante emprestado mais tenho muitos também.

O que está achando dos contos de antigamente que estão virando filmes ? 
Gosto dos filmes, são bons filmes, mas por serem baseados nos livros, na minha opinião, muitas vezes fogem bastante do livro.

Ao entrar em uma livraria ou em uma biblioteca o que você sente ? 
Eu me sinto consumista quando entro em livrarias  (risadas), e fascinada.

Qual é o seu autor favorito brasileiro/estrangeiro ? 
Brasileiro, gosto de Ruben Alves e estrangeiro Christina Lauren que na verdade são duas mulheres que escrevem juntas e colocam o nome de uma e o sobrenome da outra.

Qual foi o melhor livro que você já leu ? E o pior ? 
Não tenho nenhum melhor nem pior,sempre escolho os livros que tem a ver comigo então dificilmente me decepciono e muitos livros que gostei bastante dependia muito da fase em que eu estava passando,então não tem um só melhor.

Qual(is) livro(s) você indicaria para os leitores do blog ? 
Pimentas e Morte Súbita.

Por: Ana Carolina Abreu

segunda-feira, 25 de maio de 2015

#2 Dica Literária

Olá, gente!
Pra começar bem a semana tem indicação de livros, escolhi três livros super interessantes pra trazer pra vocês hoje.

"Memórias póstumas de Brás Cubas" (Autor: Machado de Assis)
O livro foi piblicado em 1881, um clássico da literatura brasileira que trás a história de Brás Cubas, que decide narrar sua história, após morrer. Ele conta sua trajetória de vida, de maneira crítica e cômica, da infância até seus últimos dias de vida. Brás Cubas, um homem solteiro e rico, que teve uma vida regada a futilidades, cercado por pessoas interesseiras. A história discorre cada detalhe da vida do narrador, para ao final chegar uma conclusão de sua existência.





"Cai o Pano" (Autor: Agatha Christie)
O detetive Hercule Poirot volta para o lugar ondesua tra jetória começou, a casa em Styles, onde o herói das tramas policiais de Agatha iniciou sua carreira, é agora cena de outro mistério. Poirot convida seu amigo e confidente para passar uma temporada com ele, mas o intuito do detetive é de que Hastings o ajude a solucionar a série de crimes que ele investiga. O livro trás o subtítulo de O último caso de Hercule Poirot, tendo em vista que o herói está em um estado de saúde debilitado, mas o caso não é apenas o último, mas o mais complexo e misterioso, será que Poirot e Hastings irão conseguir solucionar a teia de mistérios que ronda a casa de Styles?



"A Descoberta do Mundo" (Autor: Clarice Lispector)
Clarice Lispector com toda sua fama com seus romances poéticos com doses certas e cativantes de drama, vem neste livro de uma maneira que poucos conhecem, a Clarice mulher, Clarice mãe zelosa e carinhosa, a Clarice dona de casa, a espoa, a amiga, a escitora em seu estado mais puro, sem máscaras. O livro é um conjunto de crônicas da época em que ela escreveu para o Jornal do Brasil. Esse lado que tão poucos conhecem, as crônica de Lispector abordam dos temas mais variados, desde uma noite de insônia da escritora, a um de seus encontros com Chico Buarque. Clarice vem mostrar que seu estilo ultrapassa os dramas românticos que a consolidaram como uma escritora ícone na literatura brasileira, narrando em suas crônicas, com maestria e poeticidade, fatos corriqueiros de sua rotina.

Por: Ana Carolina Abreu
         

quarta-feira, 20 de maio de 2015

#2 Resenha Literária: Os Famosos e os Duendes da Morte

 Título : Os Famosos e os Duendes da Morte
 Autora : Ismael Caneppele
 Numero de páginas : 93 paginas
 Gênero : Drama
 Edição : 1ª edição 
 Editora : Iluminuras


Os Famosos e os Duendes da Morte traz a história de um jovem cheio de conflitos internos e externos. Morador de uma cidade pequena do Rio Grande do Sul, o garoto de 16 anos enfrenta o tédio dos dias, rodeado por pessoas que não o entendem e nem entendem os gostos que ele nutre. O personagem busca fugir da monotonia cotidiana na internet, onde ele passa então a conversar com pessoas que, de certa forma, compreende os dilemas pelos quais ele passa. O livro então chega ao clímax, a estória passa a girar em torno da dúvida contante que o atormenta, fugir, ou permanecer? Partir, ou ficar? Viver, ou morrer? E todas essas questões filosóficas ficam ainda mais intrigantes quando o autor envolve a música melancólica de Bob Dylan na trama.
O livro chama atenção para os dilemas da adolescência, traz de uma forma poética fatos que rodeiam a mente da maioria dos jovens. os dramas e os traumas desta fase da vida. O autor aborda sempre as questões pelas quais o personagem passa de maneira conflitiva, há sempre dois lados de uma decisão a ser tomada, e as consequências que certa decisão irá gerar. 
Tédio, dúvida, amor, incerteza, raiva, angústia, a trama se desenvolve a partir de uma série de emoções, que se misturam com a passagem dos fatos e vão trilhando o roteiro do garoto. Cada cena carrega uma dose de mistério, a maneira como os acontecimentos são escritos criam inúmeras possibilidades para uma única ação. O livro consegue, de certa maneira, romper o paradigma de que na adolescência não se discute acerca de assuntos sérios. O escritor narra com maestria a situação em que se encontra a maior parte dos jovens contemporâneos.

"Eles, os de longe estavam quando eu precisava. Aguentavam quando nem eu mesmo. Riam quando contava sobre meu mundo. Ouvíamos as mesmas músicas, viajávamos na mesma estação e passávamos as noites em claro. Ao contrário de mim eles não precisavam acordar nunca. Diziam que no longe não era preciso acordar. Longe é o lugar onde a gente pode viver de verdade."

Por: Ana Carolina Abreu